O meu pai lê o blog, oh meu deus, oh meu deus. O meu pai é uma pessoa muito peculiar, a sério. E tem ciúmes porque diz que eu falo de toda a gente menos dele.Há pessoas assim, ciumentas. Eu tenho um coração gigante onde cabe sempre mais um e o meu património de afectos é gigantesco, mas às vezes o meu querido pai não entende isso.
Trata-me como se eu tivesse 5 anos, verdade, verdadinha. Mima-me imenso, sou muito menina do papa, no verdadeiro sentido da palavra. Estraga-me literalmente com mimos, é uma pessoa que tem um feitio muito especial, mas bem lá no fundo eu reconheço que de feitio sou tão mais parecida com ele do que com qualquer outra pessoa.
O meu pai tem quase 60 anos e em certas coisas não cresceu, manteve-se a mesma criança peculiar, com imenso sentido de humor, mimada, rabugenta por vezes, mas também com a melhor capacidade de organização que conheço em alguém.
Tem colecções amorosas como não conheço mais ninguém que tenha, colecciona boletins de totobola, é filatelista mesmo à séria, é um verdadeiro cromo.
Escreve lindamente, fala lindamente, é uma pessoa super inteligente e tive a sorte e o privilégio de ser filha de alguém que sempre me incentivou a querer ser melhor todos os dias. O meu pai é uma criança gigante hiperactiva, faz milhentas coisas ao mesmo tempo, mas o que faz bem, e com ele aprendi que a vida é para ser vivida em movimento, sempre a aprender e a querer fazer mais e melhor.
O meu pai é uma criança gigante, parou ali algures nos 15 anos de maturidade emocional, mas acho que no fundo isso é um dos seus encantos, porque ninguém tem tanta graça para mim como ele.




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