30.1.16

Descaradamente furtado das Capazes

O mundo precisa de ser uma teia de amor. Há quem costure e quem fique amargamente a discutir a qualidade da linha.
Da grande Patrícia Motta Veiga

Alguém já viu a peça Arte em cena no teatro tivoli bbva?

28.1.16

Não costumo, de todo, fazer publicidade a estas coisas, porque acho sempre que podemos e devemos fazer o bem sem olhar a quem, no entanto acho que quanto mais visíveis as coisas forem melhor, melhor para quem precisa ser ajudado.

No outro dia, na rua, fui abordada por um senhor a pedir-me ajuda, confesso que nem todas as vezes em que sou abordada presto a devida atenção a quem está a falar comigo, às vezes tenho pressa, outras vezes não tenho paciência, confesso, sou humana, tenho dias bons e menos bons, mas este dia foi diferente,acabei por ficar um bom bocado à conversa com o senhor.

Começou por pedir-me ajuda indicando que precisava de dinheiro para pagar um albergue naquela noite, precisava de 12€ para ir dormir aos Anjos, tentei perceber melhor esta história, o senhor tinha cancro, não tinha mulher, não tinha filhos, tinha só um irmão emigrado em Malta que às vezes o ajudava, mas que também tendo a sua própria família, nem sempre o conseguia ajudar.

O senhor tinha trabalhado durante alguns anos como motorista da CML, no entanto tinha ficado desempregado e depois não mais tinha conseguido arranjar trabalho. Andava em tratamentos no IPO e muitas vezes a AMI ajudava-o com comida, roupa e medicamentos. Não sei se o senhor era toxicodependente ou não, para o caso não interessa muito, era uma pessoa que precisava de ajuda.

Disse-lhe que o ajudava com o quarto e com comida, disse-me que não me podia pedir tanto, eu disse deixe estar, eu ajudo. Fui levanter dinheiro, o senhor sempre com dignidade afastou-se para eu estar à vontade a fazer o levantamento, dei-lhe o dinheiro e disse e agora o que quer comer ali no café?

Disse que não podia aceitar, eu disse para escolher o que lhe apetecesse, mesmo em dificuldades qualquer pessoa tem direito à escolha, é comida, somente comida, escolheu uma tartelete e um compal. Entretanto disse-lhe quando nos despedimos, para ele um dia que pudesse retribuir o meu gesto com alguém que precisasse, afinal precisamos todos uns dos outros.

Disse-me que sim, e disse-me também que muitas vezes ajudava outras pessoas, mesmo tendo muito pouco.

Já eu, segui o meu caminho, ficando a vê-lo comer a tartelete, tinha-me dito no café que tinha escolhido aquilo porque adorava e já não comia há muito tempo.

Não quero, de todo, auto publicitar-me com este gesto, durmo de consciência tranquila da forma como trato os outros, mas acho miserável a forma como algumas pessoas vivem e ainda mais miserável andarmos todos indiferentes aos problemas dos outros, o mundo seria tão melhor se todos nos ajudássemos uns aos outros e se todos tivessem a oportunidade de ter uma vida digna.

Não mudamos o mundo, mas podemos e devemos viver de uma forma mais generosa.



Honra o teu percurso acima de tudo. Esta é a vida que escolheste.

Ana Sequeira

26.1.16

Já não vai haver devolução da sobretaxa, não sei se chore, se ria.

Trailer - Precisamos Falar Sobre o Kevin



Ainda sobre o veto do PR

Honestamente não sei, não tenho dados científicos que comprovem se a adopção por casais do mesmo sexo viola ou não algum tipo de coisa.

O que sei é que no interesse superior da criança é substancialmente melhor ser criado com amor, seja esse amor dado por casais do mesmo sexo, ou por um casal de sexo diferente.

Fala-se muito que não estamos a pensar no superior interesse da criança, fala-se que estamos a pensar somente no interesse de quem adopta, para mim estamos a pensar nos dois, porque os dois são importantes, os dois fazem parte da sociedade.

Para mim, é tão somente conferir os mesmos direitos a qualquer pessoa independentemente da sua orientação sexual.

Este Cavaco é mesmo uma nódoa.

22.1.16

Texto do meu pai


Gosto de pessoas bem dispostas. Sou assim. Pessoas que estejam bem com a vida, que se entreguem com vontade às coisas, aos projetos, aos seus desígnios pessoais e, se possível, com um sorriso contagiante. Gosto, pois, de pessoas simpáticas. Mas ao mesmo tempo de pessoas inteligentes.
 
Mas o que é a simpatia?
 
Antes de mais, é um sentimento profundo que pode revelar uma determinada atração pelas pessoas. Ser simpático é também ser instintivo, é partilhar a harmonia humana com os outros. Mas a simpatia pode ser a demonstração plena de se conseguir entrar nas emoções alheias, porque afinal recebemos sinais de que o nosso comportamento, os sentimentos e os nossos estados emotivos são aceites e compreendidos por quem nos escuta.
 
Ser simpático é então praticar a simpatia, mas é igualmente criar empatia. E a empatia revela tão somente que se conseguem criar laços de afeição e afinidade com quem muitas vezes nem sequer está connosco. Mas se tudo isto é assim na nossa vida pessoal, será que na política existirá simpatia e empatia com aqueles que todos os dias vemos na televisão?
 
Talvez haja, mas atrevo-me a dizer que nesta área da sociedade, ser simpático ou criar empatia, entra na esfera dos rituais, em que tudo é programado e meticulosamente preparado. Para se agradar, claro está. Por outras palavras, um político simpático é muito mais uma pessoa que nos convida a acreditar nas suas mensagens e que nos propõe (vezes sem conta) que as suas ideias nos levarão ao melhor do mundo. Quer que pensemos que há verdade nas suas mensagens. Ser simpático ou criar empatia na política pode até ser considerado como uma espécie da magia ou feitiço, em que o grau mais ou menos negativo do conceito não tem forçosamente de estar interligado com quaisquer comportamentos criticáveis.
 
E será que a simpatia é assim uma espécie de superstição, na exata medida em que o poder mágico que emana dela nos poderá levar a uma confiança excessiva naquilo que queremos transmitir? Ora, ninguém que seja simpático pode transportar quaisquer sentimentos de aversão, sejam eles mais ou menos espontâneos. Um político simpático não será aquele que se ri muito, mas sim o que demonstra uma expressão de permanente identificação com as vontades de cada um.
 
Estamos no último dia da campanha para as eleições presidenciais. E porque se tratam de eleições em que a identificação com os candidatos é muito mais pessoal, quais dos 10 são afinal simpáticos e quais aqueles que serão chamados de antipáticos? Se é verdade que os simpáticos nunca são sisudos, também haverá sisudos que não são antipáticos. Será que as feições e os olhares dos candidatos os poderão transformar em mais simpáticos? Quando se olha para um político, neste caso um candidato presidencial, haverá nas suas expressões faciais alguma magia que permita aumentar a identificação com as suas ideias? Conseguirão os políticos simpáticos provocar mudanças no sentido de voto dos eleitores? Existirá alguma conexão bem definida entre competência/incompetência e simpatia/antipatia? Os mais competentes serão os simpáticos ou os antipáticos? Ora, não há, nem pode haver uma resposta concreta para qualquer das questões postas, simplesmente porque não existe uma matriz lógica para estes dois tipos de comportamento humano (simpatia e antipatia).
 
O que é verdade mesmo é que alguns dos candidatos, que não se riem ou cujo sorriso revela verdade, apresentam ideias estruturadas e deveriam ser levados a sério. Há só um ou dois na minha opinião. Ao invés, existem todos os outros. Uns são cómicos, sabem que nunca chegarão à cadeira de Belém e as suas ideias servem para que nos possamos rir…ou sorrir. Mas há também aqueles que privilegiam a chamada simpatia da demagogia. Sabem há muito que as suas ideias simpáticas, sedutoras e as palavras bonitas não passam de mera propaganda linguística ou de uma retórica já gasta. Gostam dos discursos dos chavões, dos conceitos ocos, das falsas expetativas. Não têm soluções para os problemas. Quando lhes fazem perguntas mais elaboradas, respondem simpaticamente com frases feitas sem conteúdo. Mesmo não querendo particularizar, há muita simpatia feminina que não passa de transitória. E pior do que transitória, é irresponsável. Conseguem alguma identificação com as pessoas na base unicamente de uma linguagem bonita, de um discurso apelativo, mas sem ideias consistentes.
 
No global, não sei se pretendem enganar o eleitorado, mas duvido que não sejam falsos. Com mais ou menos simpatia, esses políticos usam estratégias unicamente para sobreviver e continuarem a ter alguns momentos de prazer pessoal.
 

Tão verdade

http://www.portalraizes.com/28-2/

21.1.16

The Revenant

Já vi o filme, embora ainda não tivesse escrito sobre ele.
Adorei, gostei de tudo, as interpretações, a história, a fotografia(meu deus, a fotografia está espectacular).

Vale muito a pena irem ver. Por tudo e porque bom cinema faz bem à alma.

P.

Meu amor, hoje o texto é para ti.
Somos amigos há tantos anos, tantos anos que já nem me lembro da minha vida antes de ti. Somos amigos, somos um do outro, somos verdadeiramente irmãos. Lembro-me quando comecei a namorar com o T., disse-lhe assim, eu não sou como toda a gente, tenho uma melhor amiga e um melhor amigo, um melhor amigo que para mim é um irmão, que me conhece como poucos e em que não há nada de amigos coloridos, nada disso, somos amigos da vida e para a vida.

Partilhamos tudo, sabes tudo da minha vida e eu tudo sei da tua, orgulho-me das tuas vitórias como se fossem minhas, choro quando alguma coisa te corre menos bem.

Quantas noites passámos juntos a calcorrear o bairro alto? A rir sem parar? Quantas lágrimas me secaste quando eu teimava em relações que nada de bom me traziam? Ficaste tão feliz quando te disse que ia viver com o T. A tua família é um pouco minha, e a minha família é um pouco tua.

Quando o teu livro saiu, a minha mãe andou a dizer toda a gente, como se de um filho se tratasse tal era o orgulho. Quando me disseste que ias viver com a tua avó depois do teu avô morrer, que não ias deixá-la sozinha, não te disse, mas rebentei de orgulho e pensei comigo que realmente era uma sortuda por ter alguém na minha vida como tu.

Somos amigos de sempre e para sempre, temos a mesma essência,e é para mim um privilégio dizer ao mundo que és meu amigo.

Talvez sejas das pessoas com mais carácter que conheço, não se mede quantitativamente, mas mede-se nos actos, nas acções, em tudo aquilo que fazes na vida.

Tu és das minhas pessoas preferidas, e nada, nem ninguém alguma vez mudará isso.

20.1.16

Uma pessoa lê isto e fica de lágrimas nos olhos

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-01-20-Nunca-e-tarde-demais-para-escrever-sobre-quem-se-ama-meu-Avo-Antonio-de-Almeida-Santos

A morte

Não sei se sou muito sentimental, mas quando morre alguém que conheço ou alguém que é conhecido do publico em geral fico sempre um pouco abananada.

Ontem morreu Almeida Santos, não o conhecia, francamente não conheço muito da obra que tantos lhe apregoam, porém fiquei triste.

Tinha 89 anos, ia fazer 90 dia 15 de fevereiro, é verdade que já era uma idade avançada, mas fico sempre a pensar, será que a pessoa sofreu? será que tinha a família ao lado quando partiu? Fico sempre com estas perguntas na cabeça e no coração.

Uma pessoa com 89 anos, a verdade é que já viveu muito, essa é a realidade, mas quando alguém próximo more, acho que morre também um bocado de nós, é um vazio que fica na família, nos amigos, a pessoa pode ter 100 ou 30 anos, o sentiment é igual.

Resta-nos a certeza de que devemos aproveitar o melhor que sabemos e podemos a vida, os nossos afectos e dar a atenção necessária aos nossos enquanto ainda cá estão, porque ninguém realmente sabe o que existe depois disto.

19.1.16

Pedido de informação

O que acham de dinamizarmos aqui o cantinho e fazermos umas tertúlias de cinema e cada pessoa que fosse levava algo de comida para darmos a uma associação previamente escolhida?

Estas tertúlias serviriam para falarmos de filmes, para discutirmos a arte em geral, mas sobretudo para aproveitarmos os pequenos grandes momentos da vida.

Prometo que se houver adesão, arranjo espaço.

De comédias românticas todo o mundo gosta



18.1.16

Alguém já viu a peça Boas Pessoas em cena no Teatro Aberto?

A vida não tem de ser sempre um fun

Há uns dias em conversa com o meu mais que tudo, ele perguntava-me porque é que para mim tudo tem de ser uma excitação, tudo tem de ser um fun, um divertimento.
Não sei porque sou assim, mas a verdade é que gosto de sentir tudo, para mim tem de ser tudo ou não.
Não gosto do mais ou menos.
A verdade é que temos de saber aproveitar as coisas, saber aproveitar os pequenos bons momentos, tais como estar em casa no sofá, saborear as pequenas grandes coisas.

Nem tudo tem de ser um grande feito, aproveitar os pequenos momentos também é uma conquista que se deve fazer.

5.1.16

Desafio das 52 semanas

Encontrei no facebook uma ideia que já deve ter barbas de tão antiga, porém para mim foi uma novidade.
O desafio das 52 anos, consiste em poupar durante as 52 semanas do ano todas as semanas o equivalente à semana, isto é na primeira semana um euro e assim sucessivamente até que na última semana do ano poupam 52€. Há também quem faça ao contrário, comece nos 52euros e acabe num euro, tudo depende da pessoa, dos rendimentos e da motivação.

Certo é que se cumprirem à risca o desafio e não tiverem a tentação de ir buscar os trocos chegam ao fim do ano com mais de 1300€, quem quer alinhar comigo neste desafio?

Prometo ir partilhando a evolução desta poupança ao longo do ano aqui pelo blog.

Quando temos um pai que escreve assim, temos tudo :))))


Gatucha, conheci-te há já alguns anos quando iniciei uma relação amorosa com a tua dona. Nunca tive animais em casa, nunca privei de perto com eles, nunca partilhei o meu espaço com qualquer ser de 4 patas, nunca senti o olhar terno de um gato ou de um cão até te ter conhecido. Na altura em que me foste apresentada a tua dona disse-me qualquer coisa como isto: há mais uma fêmea lá em casa, a Boogie, uma cadela que eu achei logo meiguinha, meiguinha, meiguinha e de uma cumplicidade sem limites.

Lembro-me de ter olhado para ti e para a tua companheira e sentir que acabara de conquistar duas novas amiguinhas. A tua dona quis-me logo encarregar de, quando estava em casa dela, ter de ir passear a Boogie à noite. Às vezes quando a tua comadre se preparava para as “noitadas” dela, tu ias para o pé da porta, olhavas talvez para a fechadura como que a compreender que ali estava a “chave” da saída. Não saías porque os gatos não se passeiam na rua, nem têm necessidade de fazer as suas necessidades fora de casa. Mas era engraçado quando regressávamos ver-te a correr atrás da Boogie, demonstrando sem dúvida uma enorme satisfação e alegria pelo regresso da tua cadelinha de estimação. Quando ela morreu, ias muitas vezes ao quarto da tua dona e eu via que tu olhavas em redor como que à procura da tua simpática cadelinha. A seguir ias-te embora, triste de certeza porque nunca a vias. Mais tarde, acredito que tenhas compreendido a perda, uma vez que deixaste de a ir procurar.

Hoje em dia, já é comum saber-se que os animais têm sentimentos. Há imagens nestas coisas das redes sociais com alguns animais que se entregam até a outros de raças diferentes ou que perfilham animais dando-lhes o carinho e a ternura que lhes faltaram dos seus progenitores. Quando vejo essas imagens não fico admirado, porque me vem à memória o que vi (foi a tua dona que me mostrou num filme) quando tu e a Boogie, ainda pequeninas, andavam a correr atrás uma da outra num sítio que desconheço, mais parecendo que alguém (humano) jogava com duas bolinhas de peluche.

Sempre fui traquinas e gostei de fazer muitas macaquices tanto com crianças como contigo e a com a Boogie. Ao início da nossa amizade, provocava-te com as mãos para que tu ficasses assanhada. Tu reagias logo, a tua dona dizia que tu bufavas (não sei se o termo é mesmo esse), mas acho que não gostavas mesmo nada das minhas patifarias. Mas nunca vi crueldade no teu olhar. Mais tarde, deixaste de reagir, não porque tivesses ficado doente, mas sim (muito provavelmente) porque começaste a pensar que não valia mesmo a pena contrariar os malucos, como eu.

Tinhas uma agilidade única. Muitas vezes vi-te saltar para espaços que eu diria impossíveis de alcançar. Mas tu fazias isso com “uma perna às costas”. Até parecia
que depois olhavas para nós e dizias na tua linguagem de miau, “não custou nada”. Para ti, fazer esse ou outro exercício físico era o normal em cada dia. Uma vez, em Santa Cruz, local que tu adoravas porque a tua dona te deixava estar esticadinha (salvo seja) ao sol, entraste numa velocidade estonteante em casa, só porque atrás de ti vinha um cãozinho pequenito a correr e tu deves ter tido medo. Acho que nesse dia bateste o record mundial dos 10 mts planos para gatos. Só paraste quando te sentiste segura debaixo da cama do quarto da tua dona. Eu nunca tinha visto um gato em velocidade pura.

Já te disse que até vos ter conhecido, não tinha tido qualquer envolvência com animais. Mas tu, amiguita, marcaste-me pelo olhar, pela meiguice, pela ternura, pela companhia, pela proximidade. “Obrigaste-me” a gostar de felinos mais ou menos do teu tamanho.

Foste amada e acarinhada pela tua dona, sempre, a toda a hora, mas também em troca deste tudo a quem estava ao pé de ti. Depois das duas doenças graves que tiveste, tenho para mim que a tua dona ainda se afeiçoou mais a ti. Nunca te faltou com nada. Tudo a horas, até saquinhos de água quente para não teres frio. Eras a sua gatinha, a bichana que a acompanhava a ver televisão sentada ao colo ou à frente do radiador nas noites frias de inverno. A tua dona teve sempre um enorme respeito pela tua vida, porque tal e qual acontece em nós, nos humanos, a vida é algo que não nos pertence. 

Acho que tu olhavas para a tua dona como sendo a tua mãe. Vieste para ela com mais ou menos 1 mesito de vida. E ela tratou de ti, como sempre tratou os filhotes dela, com desvelo, com paixão, com amor. Eu acho contudo que vocês eram irmãs, porque foram cúmplices de muitas coisas, porque respiravam o mesmo ar, porque bebiam a mesma água, porque dormiam muitas vezes juntas, porque sofriam por quem gostavam, porque amavam o sol.

No dia 31 de Dezembro de 2015, vê lá tu bem, mais ou menos às 22.45, deixaste de ter força para aguentar as tuas maleitas. E partiste para “não sei onde”. Morreste. Ao colo da tua dona. Ela apercebeu-se de tudo. Esteve contigo nos teus últimos momentos de vida. Fez-te festinhas. E sentiu-se impotente pelo caminho da vida, o seu fim. Chorou lágrimas sentidas. Levámos-te às urgências, ao teu “veterinário de família”. Para nada, uma médica simpática limitou-se a constatar o que já sabíamos. O veterinário principal, o Mestre, disse à tua dona, depois dos graves problemas de saúde, que tu eras uma sobrevivente. Lutaste até ao limite. Foi pena que não tivesses dobrado o ano, mas deves ter morrido serena, aconchegadinha nos braços de quem te amou profundamente. A tua dona tinha-me dito poucas horas antes que achava que tu estavas a morrer. Eu nem queria acreditar. Mas era verdade, ela sentia que a tua vida estava a terminar. E isso só está ao alcance de quem ama.

Partiste. Eu deixei de ter (por empréstimo) uma gatinha amorosa e inteligente. Depois de te ter conhecido, e à Boogie, é impossível não gostar de animais. Obrigado por todos os momentos bons.

4.1.16

1.1.16


que 2016 seja um bom ano é o que vos desejo do fundinho do coração:))).