29.10.15
26.10.15
O meu pai escreve assim, concordando ou não, escreve bem e com piada
TEXTO SEXTA-FEIRA:
Sejamos claros. Mas alguém de bom senso acredita neste suposto “acordo de esquerda” ou nesse “acordo de 2 esquerdas + 1 que não se sabe muito bem do que é”? O Presidente da República pôs tudo em pratos limpos e disse para quem quis tomar atenção que nunca dará cobertura, nem posse, a um governo de oportunistas. Por mais respeitosas opiniões que possam existir em sentido contrário, este foi de longe o melhor discurso de Cavaco Silva. Mesmo na política há alturas em que os pensamentos e as atitudes têm de ser devidamente explicadas. A “procissão de esquerda” com os 3 santos já estava no adro, só não contavam que o “cardeal” nomeasse outro “sacerdote” para presidir à cerimónia. O António Costa apostou tudo em ser primeiro-ministro e ontem teve a certeza de que não será. É muito provável que esta legislatura seja curtinha, mas o PS terá depois um dilema: ou concorrer sozinho a novas eleições, talvez em coligação com o PAN, ou apresentar-se coligado numa frente comum com a Catarina e o Jerónimo. O seu problema é que se optar por esta solução tem garantido um “chito” e depois poderá contar com os amigos que lhe irão exigir explicações. Os portugueses estão fartos de aventuras, mas sobretudo estão fartos de politicos com uma ânsia desmesurada pelo poder. Este PS resvalou ostensivamente para um lodaçal de onde não sairá sem enormes fraturas. E depois nem o mais conceituado ortopedista conseguirá juntar os cacos. E tudo porque o “grande líder” entendeu que a simpática Catarina e o velhote (carinhosamente falando) Jerónimo lhe poderiam dar o trampolim para o salto. Só se esqueceu (ou não se lembrou) de que os seus “novos” amigos são como aquele jornal dos aúncios: de ocasião.
TEXTO SÁBADO À NOITE:
· Desculpem os leitores, mas vou aproveitar este espaço para uma carta semi-aberta ou totalmente fechada ao António Costa.
·
Kamarada,Desculpa a informalidade do trato, nós nem sequer nos conhecemos, mas em tempos integrei a tua Comissão de Honra para a Câmara de Lisboa. Por isso, este meu tratamento. Espero que não leves a mal.
Em primeiro lugar gosto imenso desse tipo de fruta com casca rugosa, a laranja. Fica feito o meu registo de interesses. Mas não sou fanático, gosto de outro tipo de frutas e paladares, aqueles que eu entendo serem os melhores para a minha saúde.
Detesto radicalismos e oportunistas. Não significa isso que entenda que tu és radical ou oportunista, nada disso. Tu até tens uma enorme virtude, estás (quase) sempre a sorrir e isso é bom. Ver um político bem disposto é tão importante como apanhar sol. Tal como a fruta, isso faz bem à saúde. Dá-nos alegria quando sentimos que há verdade nas expressões faciais.
Quando te vi na noite eleitoral reconhecer a derrota a sorrir, e não foram poucochinhas vezes, acredita que fiquei preocupado. Não pelo sorriso, claro está, mas porque pensei que seria mais um caso raro neste cantinho lusitano. Um tipo perde as eleições e desata a ficar alegre. Nah, havia ali qualquer coisa que não batia certo. Os teus “ajudantes de campo”, entre os quais aqueles que agora conseguiste promover a Presidente da AR e a Chefe da Bancada Parlamentar já te deviam ter dito, “António, nós não podemos ser diferentes do PC, eles ganham sempre e além disso ainda temos a Catarina (que é simpática, mas que parece estar sempre zangada) para se fazer um par”. Fazemos assim, convidamos a moçoila, dizemos-lhe que vamos imitar os ingleses e passar a conduzir pela esquerda. Damos-lhe boleia e por arrasto levamos também os amigos do Jerónimo. Afinal, os bons conselhos nunca se negam. A avaliar pelos desenvolvimentos posteriores, deves ter aceitado. Fizeste bem. A política tem de ser patriótica e de esquerda.
Claro que é provável que neste momento nem saibas o caminho que vais trilhar, isso também não interessa, o que é realmente relevante e importante é que tenhas de derrubar esse patife do Passos e os coligados, que só levaram o país para a pobreza e a austeridade. Eu sei que tu pensaste que as eleições seriam ervilhas contadas (não escrevo favas que são mais indigestas). Todos nós sabemos que tu farias diferente, contigo não haveria cortes nos salários da função pública, não reduzirias as pensões, não criarias taxas adicionais, não farias aqueles cortes absurdos na educação e na saúde, não eliminarias tribunais, tudo seria feito com reformas estruturais e pensando no bem-estar das populações. Mesmo com os “troikos” no país, terias dinheiro para isso tudo, nem que tivesses de pagar com “bitcoins” ou na moeda do Burkina Faso, mas pagarias. Tu és diferente, mas além da virtude de sorrires muito, foste confrontado com a dura realidade. A maioria dos portugueses não acreditou nas tuas promessas. E isso foi mau. Retifico, não foi nada mau, foi até ótimo, porque viste aí uma janela de oportunidade para enganares quem também votou em ti.
Acredito que neste momento estejas num grande dilema, resvalaste para os braços da Catarina e não sabes se o Jerónimo entrará nessa dança. A música continua a tocar baixinho, o que talvez signifique que não sabes os acordes nem o acordo. O que sabes (porque, apesar de tudo, és inteligente) é que puseste o teu partido à deriva, sem rumo. Por ganância, por maus conselhos. Mas não conseguirás voar alto como a águia do teu clube. O Assis já te criticou, o Sérgio saiu e bateu com a porta, o Cordeiro já afirmou que é um erro a tua nova aliança, fora todos os outros que em surdina vão dizendo que nas próximas (breves) eleições não irão votar de mão fechada.
Não consigo entender os teus novos amigos, eles não são de fiar, porque na primeira curva da estrada vão deixar-te ir em frente para esbarrares contra um muro. Mas mais grave, não consigo compreender que queiras arrastar o teu país para o abismo, com uma santa aliança com dois grupos de radicais. Quando aqueles senhores de Bruxelas, amigos daquela senhora que anda sempre mal vestida mas que manda mesmo nisto tudo, te disserem que não há mais devaneios porque se vai acabar o “graveto”, a Catarina e o Jerónimo deixar-te-ão a falar sozinho. O teu comboio estará a circular devagarinho, e eles vão saltar da carruagem, porque não são especialistas em construir, preferem destruir e dizer mal, sem nunca terem apresentado soluções viáveis para nada. E depois ficarás órfão, abandonado, desprezado, eu sei lá mais o quê. Mas será tarde. Mesmo que te sintas um náufrago, não haverá boias que te salvem. O Portas não será um nadador, o Passos muito menos o teu salvador, restar-te-á simplesmente usar a sigla que tu detestas: PaF (Partido ao Fundo), o teu.
Despeço-me com amizade. Queria escrever-te mais, mas a minha namorada acha que este texto já está muito longo. E as mulheres são mesmo quem manda nisto tudo.
Abraço,
13.10.15
12.10.15
Hoje li que uma das primeiras medidas a serem tomadas no novo Parlamento sera a aprovação da adopção plena por casais do mesmo sexo, confesso que recebi a notícia com uma felicidade imensa, afinal ainda vale a pena acreditar que há boas decisões.
Na adopção por casais do mesmo sexo, penso que para além de estarmos a conferir os mesmos direitos e deveres a pessoas com uma orientação sexual diferente, o que por si só, já é fantastico, estamos a ir muito mais além e estamos a pensar no superior interesse da criança, ter uma família que a ame, respeite, acarinhe, enfim ter uma família.
A Maria, o Tomás, a Francisca, a Vanessa, a Eufrásia merecem ter uma família,. não merecem crescer num lar de acolhimento, temos o dever enquanto de sociedade de lhes facultar o direito a terem uma família, seja ela de um pai e uma mãe, dois pais, ou duas mães, não se iludam, o amor é o mais importante, e esse é transversal a qualquer tipologia familiar.
Muitos dirão que se a Maria, o Tomás, a Francisca, a Vanessa e a Eufrásia forem adoptados por duas pessoas do mesmo sexo vão ser ostracizados, gozados na escolar, vão ser traumatizados( confesso que este ultimo argumento é o que mais me irrita), cabe an ós enquanto sociedade educar os nossos filhos, os nossos netos para a diferença, para a igualdade, para a fraternidade, para o amor.
é um acto de amor de toda a sociedade perante todas as marias, tomazes, franciscas, vanessas e eufrásias permitir a adopção plena, é ajudar a palmilhar um futuro mais risonho.
Por outro lado, também há quem diga que estas famílias compostas por pessoas do mesmo sexo não são normais, honestamente não há nada de mais anormal do que a discriminação, aqui voltamos ao ponto inicial, o amor, amor por nós, pelo próximo, amor esse que nos permite aceitar a diferença.
Por tudo isto, acho que será dado um passo importante no nosso país, e por isso vamos todos ficar felizes.
Na adopção por casais do mesmo sexo, penso que para além de estarmos a conferir os mesmos direitos e deveres a pessoas com uma orientação sexual diferente, o que por si só, já é fantastico, estamos a ir muito mais além e estamos a pensar no superior interesse da criança, ter uma família que a ame, respeite, acarinhe, enfim ter uma família.
A Maria, o Tomás, a Francisca, a Vanessa, a Eufrásia merecem ter uma família,. não merecem crescer num lar de acolhimento, temos o dever enquanto de sociedade de lhes facultar o direito a terem uma família, seja ela de um pai e uma mãe, dois pais, ou duas mães, não se iludam, o amor é o mais importante, e esse é transversal a qualquer tipologia familiar.
Muitos dirão que se a Maria, o Tomás, a Francisca, a Vanessa e a Eufrásia forem adoptados por duas pessoas do mesmo sexo vão ser ostracizados, gozados na escolar, vão ser traumatizados( confesso que este ultimo argumento é o que mais me irrita), cabe an ós enquanto sociedade educar os nossos filhos, os nossos netos para a diferença, para a igualdade, para a fraternidade, para o amor.
é um acto de amor de toda a sociedade perante todas as marias, tomazes, franciscas, vanessas e eufrásias permitir a adopção plena, é ajudar a palmilhar um futuro mais risonho.
Por outro lado, também há quem diga que estas famílias compostas por pessoas do mesmo sexo não são normais, honestamente não há nada de mais anormal do que a discriminação, aqui voltamos ao ponto inicial, o amor, amor por nós, pelo próximo, amor esse que nos permite aceitar a diferença.
Por tudo isto, acho que será dado um passo importante no nosso país, e por isso vamos todos ficar felizes.
7.10.15
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