15.2.14

Filomena

Hoje fui ver Filomena, um dos filmes nomeados para o óscar de melhor filme.

Filomena é um filme baseado numa história verdadeira de uma enfermeira irlandesa reformada que procura o seu filho, retirado dos seus braços há 50 anos.

O filme conta com Judi Dench no papel principal e com Steve Coogan no papel de jornalista que ajuda a desvendar o caso, é realizado por Stephen Frears e é um filmão.

Como já devem ter percebido, gosto de filmes que apelem às emoções e este não foge à regra, dá para chorar, para rir, para nos emocionarmos de alguma forma do início ao fim da película.

Está bem feito, bem filmado, há uma boa interacção entre Judi Dench e Steve Coogan e existe sobretudo a mensagem subjacente de que o perdão é melhor para quem perdoa, do que para quem é perdoado.

Resumidamente, o filme conta a história de uma jovem de 16 anos que em 1952 engravida e é colocada num convento pelos pais com o intuito de esconder a gravidez, lá tem o filho e para "pagar às freiras a sua hospitalidade" deverá ou pagar 100 libras para que possa abandonar o convento ou sujeitar-se a trabalhos forçados durante 4 anos, vendo o filho uma hora por dia, para que um dia possa sair do convento com a dívida saldada e com o filho nos braços.

O filho é-lhe retirado e dado para adopção, passados 50 anos Filomena decide contar a história e com a ajuda de um jornalista vai em busca do filho perdido, mais não vos posso contar, terão de ir ver o filme...

Judi Dench é uma lady, grande actriz, fiquei com a lágrima no olho quando soube que está quase cega e que precisa de ajuda para ler os guiões, no entanto é uma das nomeadas para o óscar de melhor actriz, e está encantadora no papel.

Steve Coogan é mordaz e politicamente incorrecto no papel do jornalista ateu, sedento do scoop(furo jornalistíco) que o pode fazer voltar a brilhar na carreira.

Este é um filme de emoções, de pessoas, para pessoas, de fé, de carácter, de perdão, de diferentes gerações, de diferentes ambientes, mas é sobretudo um filme que todos devemos ver, pois ensina-nos que o carácter não tem preço.

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