25.1.14

Dallas Buyers Club

Esta noite vi um dos filmes do ano, Dallas Buyers Club, inspirado na história de Ron Woodroof, um norte americano diagnosticado com o vírus do HIV em 1985 e que criou uma espécie de clube para ajudar pessoas infectadas com o mesmo vírus e que não tinham acesso aos medicamentos, ou seja, trazia medicamentos para a SIDA de outros países e cedia-os aos infectados nos Estados Unidos, isto porque os mesmos não estavam lá aprovados.

Já tinha ouvido que o filme era muito bom, que tinha brilhantes interpretações, que nos fazia pensar, no entanto precisava de ver para emitir uma opinião.

Gostei do filme,é tocante, emotivo, dilacerante, é o drama, mesmo aquele género de filme que eu gosto de ver. Mattew Mcconaughey consagra-se enquanto actor com este papel, perdeu 20 kg para viver um personagem infectado com o vírus do HIV, estamos habituados a vê-lo como actor das comédias romãnticas de domingo à tarde, e neste filme ele brilha, dá vida à expressão, dar o corpo ao manifesto.

Jared Leto, dá vida ao travesti amigo de Mattew, personagem que dá vida à cena mais emotiva do filme e actor que merece ganhar o óscar de melhor actor secundário, porque temos de saber reconhecer um papel fora do comum.

Assistimos no filme à decadência física dos personagens, mas a um crescimento humano, livre de preconceito muito interessante, Ron Woodroof, homofóbico acaba por tornar-se melhor amigo de um travesti, Rayon.

Estes personagens são interpretados por Mattew e Jared, respectivamente.

Dallas Buyers Club é um filme de emoções, na minha opinião aborda três temáticas muito importantes, o aparecimento do vírus do HIV, faz-nos recuar a uma época em que se pensava que a doença estava somente relacionada com os homossexuais e toxicodependentes, aborda depois a temática dos lobbies presentes na indústria farmaceûtica, os interesses financeiros, isto é, a entrada ou não de medicamentos no mercado que podem ou não fazer a diferença na vida das pessoas, por último aborda o preconceito e a ignorância das pessoas face à SIDA.

Este filme vale muito pela interpretação e pela química criada entre os dois actores que dão vida aos personagens principais, Jared e Mattew, fazem os dois papelões de uma vida.
Lembra-nos que somos todos pessoas, uns melhores outros piores, mas todos seres humanos e que o preconceito e a ignorância não nos levam a lado nenhum.

Por último, Ron Woodroof acabou por morrer em 1992, 7 anos após ser descoberta a doença, contrariando os médicos que lhe deram somente 30 dias de vida aquando do diagnóstico.


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